Fabio R. Scarano

Diretor Executivo

Fabio Rubio Scarano é Diretor Executivo da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável desde maio de 2015. Coordena os componentes técnicos e científicos de projetos desenvolvidos pela fundação, especialmente no que diz respeito aos temas ligados à biodiversidade e serviços ambientais, adaptação às mudanças climáticas e agricultura sustentável.

Fabio se graduou em Engenharia Florestal pela Universidade de Brasília, Brasil, e obteve seu Ph.D. em Ecologia na Universidade de St. Andrews, Escócia. Ele é Professor Associado de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, desde 1993. Ele é também membro da Sociedade Linneana de Londres (desde 1995) e foi Professor Visitante das Universidades de Darmstadt, Alemanha (2002) e de Minnesota, EUA (2003).

Antes de se juntar à FBDS, Fabio trabalhou em empresas do setor florestal no Brasil. No governo brasileiro, ele ocupou posições na CAPES, Ministério da Educação (2005-2011) e no Ministério do Meio Ambiente (2007-2009), onde foi Diretor Científico do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Nessa função, Fabio ajudou a criar o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) em 2008, que em anos subsequentes viria a produzir a Lista de Plantas do Brasil e a Lista Vermelha de Espécies de Plantas Ameaçadas. Liderou também a ONG Conservation International (CI), onde foi Diretor Executivo do programa do Brasil (2009-2011) e, em seguida, Vice-Presidente Sênior da Divisão das Américas (2011-2015).

Fabio foi autor no quinto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, 2014) e no primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC, 2014). Supervisionou cerca de 30 estudantes de mestrado e doutorado. Possui mais de 100 publicações científicas incluindo artigos em periódicos de impacto. Ele foi um dos organizadores do livro "Biomas Brasileiros: Retratos de um País Plural", que foi um dos agraciados na área de ciências naturais com o Prêmio Jabuti em 2013. Em 2014, publicou o livro "Mata Atlântica: uma história do futuro".

Atualmente seus principais interesses são adaptação às mudanças climáticas, ciência da sustentabilidade, agricultura sustentável, comunicação ciência-tomada de decisão, e conservação da biodiversidade.