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Estudos do balanço hídrico da região Amazônica

O Programa Zona Franca Verde, desenvolvido pelo Governo do Amazonas desde 2003, já acumulou resultados expressivos como a redução do desmatamento e a sanção da primeira lei estadual de mudanças climáticas. É neste ensejo foi realizada no dia 19 de julho, no Auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a primeira oficina internacional sobre o papel das florestas do Amazonas. O objetivo do evento foi aprofundar os estudos do balanço hídrico na região Amazônica e as possíveis modificações, tendo em vista o desmatamento e as mudanças climáticas globais.

Como pesquisadora e fomentadora de questões pertinentes ao desenvolvimento sustentável, a FBDS participou do encontro a fim de contribuir com dados. O diretor técnico da Fundação, professor Eneas Salati, apresentou o projeto Expedição Rios Voadores, já em andamento, e que tem por objetivo entender as conseqüências do desmatamento e das queimadas na Amazônia sobre o balanço hídrico do País e sua participação no panorama das mudanças climáticas.

Liderado pelo engenheiro Gérard Moss e sob a orientação científica do professor Salati, o projeto Rios Voadores pretende encontrar as origens do vapor d'água responsáveis pelas chuvas. A bordo de um avião-anfíbio, Moss está rastreando a massa de ar, coletando amostras de vapor d'água.

O nome Rios Voadores é uma analogia ao fluxo de vapor que sai da floresta e "voa" do Norte para o Sul do País: a quantidade de água que evapora das árvores e que é transportada por ano é da mesma ordem de grandeza da vazão do Rio Amazonas, de 200 mil m3/s. Essa quantidade que pode chegar ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste por meio dos vapores é maior do que a vazão de todos os rios da região.  Pare se ter uma idéia da grandeza, uma única árvore da floresta é capaz de transpirar 300 litros de água por dia.

Mas falta quantificar esse rio voador para saber exatamente o impacto da floresta no clima do País. Vale a pena lembrar que uma das previsões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) é que parte da Amazônia, com o aquecimento global, vai virar um grande cerrado. Isso vai afetar todo o regime de águas.

 Não só pela preservação da biodiversidade daquela região, como também pela importância dela na determinação do clima regional e de outras áreas, é importante que todos se perguntem: se a floresta for destruída com desmatamentos e com o aquecimento global, o que vai acontecer com o clima do resto do País? - questiona o professor Salati.

 

 

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